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Uma questão lançada por Elisabeth Barreto, vice-presidente da Associação Portuguesa Analistas Clínicos (APAC), no artigo de opinião que preparou para o Vital Health. Escrito a propósito da medida do programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infeção VIH/Sida, que permite a realização de testes rápidos de diagnóstico do VIH nos centros de saúde a partir do segundo semestre deste ano, apresenta uma solução alternativa a esta medida.

 

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Uma questão lançada por Elisabeth Barreto, vice-presidente da Associação Portuguesa Analistas Clínicos (APAC), no artigo de opinião que preparou para o Vital Health.

 

Escrito a propósito da medida do programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infeção VIH/Sida, que permite a realização de testes rápidos de diagnóstico do VIH nos centros de saúde a partir do segundo semestre deste ano, apresenta uma solução alternativa a esta medida.

 

A partir do segundo semestre deste ano vão passar a ser feitos nos centros de saúde testes rápidos para detetar a infeção pelo VIH Sida. Esta medida visa reduzir a taxa de diagnósticos tardios de 65 por cento (o dobro da registada na Europa) para 35 por cento.

 

O que, à partida, parece ser uma boa medida apresenta lacunas que é preciso ter em atenção.

 

Suponha que num Centro de Saúde lhe fazem um teste rápido de diagnóstico ao VIH Sida cujo resultado dá negativo. Isto significa que não está infetado? Não. Nenhum teste rápido está ainda validado para detetar infeções recentes (pois não deteta nem o antigénio p24 nem o p26).

 

Mas suponhamos que a sua infeção não é recente. O teste rápido pode dar um resultado falso? Sim. Se a sua infeção for do tipo HIV-2, que como se sabe existe bastante em Portugal, há uma forte possibilidade de não ser detetada.

 

E o que fazer quando o teste dá positivo? Nestes casos a confirmação terá de ser obrigatoriamente feita nos laboratórios de análises clínicas que possuem equipamentos e metodologias que garantem um diagnóstico fiável.

 

Porquê arriscar fazer este tipo de testes que não detetam nem infeções recentes, nem são completamente fiáveis nas infeções do tipo HIV-2?


Penso que seria mais prudente implementar um programa nacional conjunto entre as entidades responsáveis e a rede nacional Laboratórios de Análises Clínicas que colabora há mais de 35 anos com o SNS.

 

Temos alta tecnologia disponível e em uso. Temos recursos humanos altamente especializados. Temos proximidade com os médicos e os utentes e somos capazes de responder às suas necessidades em tempo útil.

 

Temos capacidade para detetar as infeções recentes e os vários subtipos de HIV-2, a todos os cidadãos, sem duplicação de custos.

 

ElisabethBarreto

Elisabeth Barreto, vice-Presidente da Associação Portuguesa Analistas Clínicos (APAC)

 

Fonte: Vital Health

 

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