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A APAC esteve presente no Almoço-Debate subordinado ao tema "Futuro da Saúde", realizado no passado dia 10 de Setembro, o qual contou com a presença do Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo.

A APAC fez-se representar pela Dra. Filomena Lencastre e pela Dra. Teresa Flecha, ambas da Direção da Associação Portuguesa de Analístas Clínicos.

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Na sua intervenção, o Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo, em jeito de balanço, salientou o facto de a esperança média de vida dos portugueses ter aumentado no decurso do seu mandato (atualmente considerada acima dos 70 anos de idade), como um importante indicador positivo da saúde em Portugal. Salientou igualmente a estabilização da baixa mortalidade infantil, "das mais baixas da Europa", apesar do país ter igualmente taxas de natalidade cada vez mais baixas.

paulo macedo icpPaulo Macedo referiu ainda que nos últimos anos "diminuímos a taxa de infeção com VIH" e "diminuímos o consumo de drogas, apesar da crise".

Abordou os indices de perceção que o utilizador tem dos serviços de saude, referindo que nos últimos 4 anos a Deco tem vindo a revelar indicadores de satisfação mais positivos por parte dos utentes do serviço.
"As Normas de Orientação Clinicas foram uma mais valia" - afirma Paulo Macedo - bem como o "aumento da melhoria de vida após a reforma" e o "pagamento atempado aos convencionados e hospitais".
A reestruturação dos hospitais foi também alvo da avaliação positiva do Ministro da Saúde, bem como a redução da despesa publica e privada relativa aos medicamentos, uma vez que estes sofreram reduções de preço na ordem dos 7 a 30. Referiu-se à poupança de 300 M de Euros em custos com os doentes e aos mais de 400 M de Euros de poupança nos custos com o SNS. Assinalou o aumento das vacinas gratuitas, nomeadamente para os idosos com mais de 65 anos, salientando o facto dos rankings da saúde em Portugal terem subido para o 23º lugar.

 

Não esquecendo o futuro, Paulo Macedo assinála os desafios com que, na sua opinião, os setores da saúde em geral, e os seus decisores, terão de se confrontar. A saber:

- Reduzir os desperdícios na ordem de 20 a 40%, que ainda existem em todos os sistemas de saúde;
- O previsível aumento de custos, mais por via das novas tecnologias da saúde do que pelo envelhecimento da população;
- A focalização dos custos no objetivo da cura, pagando por doente curado e não por doente tratado.
- A necessidade de criação de centros de referência com mais especialistas e capacidade cientifica, para um determinado tipo de doença especifica;
- O papel da exportação da saúde, que está a crescer a dois dígitos (como é o caso da Bial que aumentou as suas exportações, por via do seu novo medicamento, em 50 M de Euros, da mesma forma que, inversamente, a importação do medicamento para a Hepatite C ter feito aumentar as importações em cerca de 60 M de Euros);
- O setor da saúde enquanto o maior recrutador de trabalhadores da economia nacional (em Janeiro vai recrutar mais de 2 mil médicos que saem das universidades e também os que saíram para o estrangeiros), sendo este o sector de maior empregabilidade;
- A criação de 3 novos centros académicos: Iclas, S, Joao e Faculdade de Medicina, "para podermos investigar e ter melhores outputs e até materialização de novos tratamentos".
- O aumento da remuneração dos profissionais de saúde, uma vez que temos melhores indicadores;
- A tendência do aumento da população mais envelhecida que, vivendo mais tempo, simultaneamente vai viver melhor. De acordo com a reflexão do Ministro da Saúde, será também uma população mais "digitalizada" - "Esta semana vamos ter o receituário informatizado, sendo assim possível saber qual a prescrição efetuada, bem como avaliar a adesão à terapêutica definida);
- A implementação e utilização de novas tecnologias para a saúde (aplicações que chamam a atenção, como por exemplo o saber qual o aporte calórico duma refeição).

 

                Fonte: Dra. Filomena Cabêdo e Lencastre - Direção da APAC.

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